Sigmund Freud, inventor da psiquiatria moderna, possuía várias neuroses, muitas de suas percepções perturbadoras começaram pela auto-análise. Descobriu no inconsciente, pensamentos que haviam sido banidos do consciente. Tinha fama de libertino, pois introduziu uma nova maneira de pensar sobre a sexualidade.

Nascido em 06 de maio de 1856, em Moravia, Viena. Família judia vivia em um ambiente anti-semita. Freud tinha uma posição privilegiada em sua família, sua mãe apostava em seu futuro promissor e investia nele. Aos 12 anos era autodidata em 06 línguas estrangeiras e já lia Shakespeare original. Estudava compulsivamente. Tinha um hobby um tanto peculiar, registrava todos os seus sonhos em um diário.

Em 1873 entrou para a faculdade de medicina. Seu sonho era ser um cientista pesquisador, porém, havia uma cota para judeus neste campo. De mal grado, decidiu ser médico para se sustentar e também porque havia se apaixonado por Martha. O romance classicamente vitoriano se deu praticamente por correspondência, o noivado durou 04 anos.

Neste período de espera, Freud começou a estudar uma droga que achava que lhe traria fama, a cocaína. Ouviu sobre o seu efeito terapêutico e resolveu experimentá-la em si mesmo e em um colega. Começou a defendê-la em publicações como complemento terapêutico, só mais tarde soube do seu efeito viciante. Essa experiência terminou de forma desastrosa, seu colega tornou-se viciado em cocaína. Freud não viciou, pois a usava de maneira intermitente e não era propenso ao vício.

Como um interno desconhecido, em 1885, sua especialidade eram doenças nervosas. A doença mental era um campo atrasado na medicina do século XIX. Na França, Freud teve contato com o médico Charcot que realizava experiências intrigantes com pacientes histéricos, os colocava sob hipnose. Essas experiências fizeram com que Freud começasse um estudo sobre a Psique.

Em 1886, ao retornar de Paris, Freud abriu seu próprio consultório em Viena, começou como hipnotizador. Esse tratamento não foi muito eficaz. Tentou usar remédios terapêuticos, cura em spas, eletroterapia, etc., mas nada funcionava.

Através de um colega médico, Joseph Breuer, Freud conheceu a paciente Anna O., que sofria de histeria grave. Foi esta paciente que cunhou o termo “tratamento pela palavra” e que se tornou a base de toda psicoterapia, pois à medida que Anna descrevia seus sintomas, eles desapareciam. Freud entusiasmado adotou esse tratamento.

O que Freud descobriu com o passar do tempo ecoa ainda na cultura ocidental, pacientes rastreava suas histerias às experiências infantis traumáticas envolvendo sexo. Por algum tempo, acreditou que todas as histerias provinham de um abuso sexual na infância. Depois ponderou que viria ou de um abuso real ou de uma fantasia reprimida de cunho sexual na infância.

Em 1890 Freud já tinha êxito suficiente pelo seu tratamento pela palavra e abriu um novo consultório, numa área mais elegante.

Após a morte do pai em 1896, Freud resolver se analisar. Sua viagem ao próprio inconsciente é um momento lendário da história da psiquiatria. A auto-análise fez com que Freud interpretasse a própria inconsciência. Descobriu nos sonhos a estrada para o inconsciente. As ideias de Freud através de sua auto-análise, como a paixão pela mãe e o ódio pelo pai na infância, foram recebidas com zombaria na época.

Sua auto-análise durou 04 anos e, mesmo assim, ele não conseguiu se curar de todas as suas neuroses, mas superou sua fobia de viajar.

Em 1990 Freud considerou suas descobertas como uma nova ciência, a psicanálise e seu objetivo era divulgá-la ao mundo.

A I Guerra Mundial foi um marco fatídico na vida de Freud, três de seus filhos se alistaram ao exército. Passou por momentos difíceis de crise, que continuou no pós-guerra, onde uma de suas filhas morreu de desnutrição e pneumonia.

Após esse episódio Freud publicou uma obra sombria, onde argumentou que há um instinto no homem além da libido, o instinto de morte. Quando Hitler assumiu o poder na Alemanha, os piores temores de Freud sobre as forças obscuras do inconsciente se concretizaram.

Ao final de sua vida, as ideias de Freud já haviam permeado a cultura ocidental, apesar disso, ele não se sentia realizado. A psicanálise ainda era rejeitada por muitos como uma verdadeira ciência.

Sigmund Freud morreu em setembro de 1939 com uma dose letal de morfina. Seu médico o ajudou a morrer em paz.

O vídeo abaixo narra um pouco da história deste grande nome da Psiquiatria e Psicanálise.