No artigo de hoje, compartilho com vocês um assunto de grande interesse pra mim, a ansiedade. Todos nós já ficamos ansiosos em diversas situações, é relativamente normal. Porém, em alguns casos, a ansiedade torna-se patológica, dificultado assim o dia-a-dia do indivíduo que sofre com esse transtorno. Veremos a seguir a diferença entre a ansiedade normal e a patológica:

Ansiedade Normal: Trata-se de um sentimento de receio, aflição, com alterações físicas como taquicardia, sudorese, dilatação de pupila, tremores, etc. Os sintomas são autolimitados, direcionados a uma situação peculiar e são proporcionais ao risco envolvido. Todo mundo se sente ansioso em situações como: dia do casamento, tentativa de assalto, montanha russa, entrevista de emprego, apresentação importante, etc. A ansiedade NORMAL ajuda o ser humano, cria um ambiente cognitivo de apreensão salutar e de tomada rápida de decisões.

Ansiedade Patológica: Ela se torna doença quando passa a ser direcionada a situações comuns do dia-a-dia, ou quando é uma resposta absolutamente desproporcional ao risco, ou mesmo quando é mantida cronicamente. Seja como for, a doença é definida quando surge impacto na qualidade de vida do pessoa. Esse tipo de ansiedade limita a percepção e dificulta a tomada de decisões, evoluindo com restrição social e impactando negativamente diversos aspectos da vida da pessoa.
Como podemos perceber o que diferencia a Ansiedade Normal da Doença é a INTENSIDADE, os DESENCADEANTES e o impacto na FUNCIONALIDADE.

Fonte: http://www.leandroteles.com.br/blog/2015/09/04/saiba-mais-sobre-os-transtornos-de-ansiedade/

Desde criança sofro com timidez, insegurança e ansiedade. Houve vários episódios em que simples acontecimentos desencadearam em mim mal estar como tonturas, náuseas, fadiga, insônia, diarreia e etc. A auto cobrança sempre foi enorme e os problemas dos outros, nunca foram só “dos outros”, sempre carreguei pesos em minha costa. Tudo isso gerava em mim ainda mais cobrança e frustração por não saber lidar com situações e mudanças, aumentando consequentemente a ansiedade. Por esse motivo, sempre evitei mudanças, fossem elas boas ou ruins.

Mas foi há pouco tempo que descobri que esses sintomas tratavam de um transtorno/doença conhecido como Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). Desde então, comecei a fazer tratamento com medicamento e psicoterapia.

O transtorno da ansiedade generalizada (TAG), segundo o manual de classificação de doenças mentais (DSM.IV), é um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, persistente e de difícil controle, que perdura por seis meses no mínimo e vem acompanhado por três ou mais dos seguintes sintomas: inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular e perturbação do sono.

É importante registrar também que, nesses casos, o nível de ansiedade é desproporcional aos acontecimentos geradores do transtorno, causa muito sofrimento e interfere na qualidade de vida e no desempenho familiar, social e profissional dos pacientes.

O transtorno da ansiedade generalizada pode afetar pessoas de todas as idades, desde o nascimento até a velhice. Em geral, as mulheres são um pouco mais vulneráveis do que os homens.

Fonte: http://drauziovarella.com.br/letras/a/tag-transtorno-da-ansiedade-generalizada/

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Posso dizer, por experiência própria, que é algo horrível de conviver. Muitas vezes é preferível  fugir do problema ou mudança para não ter que enfrentar os sintomas que, no momento de crise, tornam-se insuportáveis.  Mas passam, graças a Deus!

A ansiedade, uma viagem nefasta em uma montanha russa

As sensações que nos invadem com a ansiedade são muito similares às que surgem em um passeio de montanha russa em que começamos a nos sentir mal.

Coloquemo-nos nesta situação. Fomos passar o dia em um parque de diversões no qual encontramos uma montanha russa incrível e decidimos andar nela. Para fazer isso, temos que esperar em uma longa fila até que chegue a nossa vez.

O dia é quente e o sol está batendo forte em nossa cabeça, o que nos causa uma grande dor e mal-estar físico. Sentimo-nos cansados e não temos vontade de subir no vagão, mas fazemos isso, porque afinal estamos ali para aproveitar.

Uma vez sentados, nosso coração começa a bater forte, tudo dá voltas ao nosso redor, os vagões giram 360 graus várias vezes, nos submergimos em túneis escuros e tudo parece nos atacar.

Nossa respiração se acelera e nosso coração não pode parar. Sentimos que de um momento ao outro vai acontecer alguma coisa conosco. Nossas sensações estão bagunçadas, algo nos aprisiona no peito, ficamos imóveis e sem capacidade de reação.

Não podemos evitar pensar em coisas negativas. Gritamos, choramos e nos queixamos, mas ninguém nos ouve, nem sequer nós mesmos. Pedimos desesperadamente que tudo aquilo pare, e sentimos que estamos morrendo na tentativa.

No entanto, não conseguimos fazer com que nosso vagão freie, pois ele só parará quando acabarem os minutos programados para a viagem.

Neste sentido, um ataque de ansiedade é igual a uma viagem que nos faz mal em uma montanha russa. Em um dado momento tudo vai acabar, mas não sabemos quando nem como, por isso manter o controle diante desta incerteza é algo tão difícil de fazer.

Fonte: melhorcomsaude.com

A causa da doença pode estar ligada a diversos fatores como genética, estresse, traumas e até mesmo doenças cardíacas ou hormonais.

O tratamento é dividido em mudanças no estilo de vida e medicamentos. Mudança no Estilo de Vida: Atividade física aeróbica regular, alimentação balanceada evitando álcool e estimulantes, atividades de lazer, medidas anti estresse, psicoterapia, etc. Medicamentos: consulte um psiquiatra para atender melhor o caso. PROCURE TRATAMENTO!

Para finalizar, compartilho com vocês uma matéria em que uma fotógrafa revela em imagens e frases como é ter ansiedade. Clique aqui!

“Eu tenho medo de viver e eu tenho medo de morrer. Que forma de existir”.

(Joy Katie Crawford)